Caros mutantes...
ATENÇÃO! Se você tem mania de teimar em afirmar que "gosto é gosto e não se discute", tenha muito cuidado, pois o texto que se segue pode te confrontar com o seu maior medo... O NOVO! hauahuahau
Permita-me inicialmente chamar você de mutante, sem ofensas. Não precisamente um Homem-aranha, a Tempestade ou um personagem do Heroes -, mas que voce se transforma constantemente, eu garanto. Palavra de escoteiro! Ou de honra. Ou de honra de escoteiro... como preferir.
Não estou aqui pra falar da questão biológica e vir com aquele papo de que as células do nosso corpo vão morrendo e dando lugar a novas e que isso faz com que estejamos sempre nos renovando e nunca sejamos os mesmos - embora tenhamos aí uma informação bem interessante pra quem não tinha conhecimento deste fato. Legal né? Sim. Mas pularemos este debate...
A questão aqui é: o nosso gosto é discutível, sim, e por isso ele muda. Claro que ninguém precisa levantar a voz, ofender a mãe ou sentar a mão na cara do colega. E também não há necessidade de dizer que o gosto do outro é uma #&*%@ e que o nosso é o que há de mais cool e in e uhull! O lance é que uma boa conversa pode nos mostrar outros pontos de vista, outras referências, e nos permitir uma nova relação com uma banda, uma música, um filme, por exemplo.
A nossa percepção da vida e do mundo, a relação que estabelecemos com tudo o que está ao nosso redor está condicionada a quem somos, qual é a nossa história até aquele momento, que referências temos... E, com o tempo, vivenciamos novas situações, crescemos, nos modificamos e ... TCHANAM! Quando vê, você deixou de gostar de Justin Bieber e passou a curtir The Kooks, David Guetta, P!nk, sei lá! Mas o que importa é que mudou. O corpo cresce e as ideias amadurecem - caminho inevitável, sem escapatória ou retorno. Mais fácil fugir de Azkaban do que disso...
A conclusão desse passeio textual é que há uma lacuna imensa, em branco, à nossa frente, que a gente chama de futuro. Nessa trajetória mudaremos todos, incontáveis vezes, e não devemos ter medo disso. Por essa estrada só permanece igual quem morreu, só empaca personagem de ficção e só permanece congelado o Homem de Gelo mesmo.
Pronto, mudei!
Artigo tirado da revista its e escrito por Igor Lima.

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