Escola: Prazer ou Tortura?
O colégio, na adolescência, deveria ser o melhor lugar do mundo. É lá que você começa a descobrir suas habilidades e a traçar seu futuro para uma carreira bacana.
É lá também que fica com os amigos, a galera que fala a mesma língua e entende você como ninguém. Mas nem tudo é festa. Tem menina que prefere qualquer coisa a ir ao colégio. E pode apostar, quando isso acontece, a preguiça não tem nada a ver com o assunto. São problemas que, às vezes, ninguém ou pouca gente sabe e que afligem as meninas e até certos garotos mais tímidos. Para se livrar da tortura, primeiro a menina deve descobrir onde é que a coisa pega. Depois de entender o motivo da aflição, aí, sim, a solução vai aparecer com mais facilidade.
Bullying não tem a menor graça.
Apelidos maldosos, brincadeiras perigosas, gozações e intimidações. Esses comportamentos, infelizmente comuns nas escolas, são chamados de bullying.
A palavra não existe na língua portuguesa, mas significa, em bom português, agressões intencionais, várias vezes repetidas por colegas com a intenção de machucar, humilhar, mostrar que o agressor tem mais poder que sua vítima. O bullying aparece nas mais variadas atitudes, como colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, sacanear, humilhar, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, quebrar as coisas da vítima. Como você viu, a lista não tem fim. Por isso, se você ou alguém da classe estiver passando por uma situação dessas, veja como pode se livrar do problema:
• Primeiro entenda que você não merece sofrer tudo isso. Não importa se está alguns quilinhos fora do peso, por exemplo. Ninguém tem o direito de ficar inventando apelidos maldosos quando bem entende.
• Em geral, essas humilhações acontecem na frente da “platéia”. O agressor quer mostrar quem pode mais. Por isso, por mais que seja difícil, não demonstre sofrimento. A gente sabe que dói, mas pense bem:é isso mesmo que o “mala” quer, ver você sofrer. Por outro lado, se a maldade não é com você, recuse-se a assistir uma cena desse tipo. Não dê risada, nem aprove isso de maneira nenhuma, ainda que a vítima não seja sua amiga. Vire as costas e vá embora. Sem público, o agressor não tem pra quem mostrar suas forças.
• Não reaja brigando ou xingando. Sob forte emoção, você não será capaz de raciocinar direito e responder com agressão tornará a situação ainda pior. Por isso, tente se defender de outras maneiras.
• Não sofra calada nem sozinha. Você não deve aceitar humilhação de ninguém. Por isso, se a situação está fugindo ao controle, peça ajuda a um professor em quem confie, vá falar com a diretora e conte tudo.
• Por último, se ninguém fizer nada, converse com seus pais e veja a melhor maneira de enfrentar o problema. Se você acha que a presença deles na escola só vai fazer você pagar mico, diga o que pensa a eles. Mesmo que não cheguem a visitar o colégio, eles poderão ligar ou tomar outra providência para ajudá-la a enfrentar o bullying. Não tenha medo e vergonha de dizer o que está rolando.

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