O Brasil é um centro de referência internacional em transplantes de órgãos. Mas o medo, fruto da desinformação, impede que muitas famílias de pacientes com morte encefálica autorizam a doação.
O Brasil tem bons motivos para celebrar o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos ( 27 de setembro ). Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, o número de transplantes de órgãos de órgãos sólidos, doados por pacientes com morte encefálica, cresceu 11% primeiro semestre de 2010. Foram realizados 5.998 procedimentos em 2009e quanto comparados aos 5.504 de 2008, o aumento surpreendeu positivamente as equipes e instituições envolvidas, qualificando o País como um centro de referência internacional na área de transplantes de órgãos. A perspectiva é que 2010 o numero de transplante ultrapasse 6.500.
Hoje, mais de 95% dos transplantes são financiados pelo Sistema Único de Saúde, que também os medicamentos imunossupressores aos pacientes. Esses fatos, aliados à construção de uma única lista de espera de receptores supervisionada pelo Ministério Público, democratizam o acesso dos doentes aos transplantes.
No entanto, a demanda ainda é maior que os transplantes realizados: quase 64 mil pacientes esperaram por uma cirurgia. Tal defasagem esta ligada, principalmente a desinformação. Familiares de pacientes com morte encefálica – que precisam autorizar por escrito a retirada dos órgãos – nem sempre estão informados sobre o processo no momento de tomar a decisão. Abalada pela perda iminente do ente querido, a família se depara com questões cruciais.
O que é morte encefálica?Qual a hora certa de optar pela doação? Há risco de que os órgãos sejam retirados com o paciente ainda vivo?
É importante saber: pacientes com morte cerebral ou encefálica não estão em coma. No estado de coma, o encéfalo – parte do sistema nervoso central contida na cavidade do crânio – esta vivo e executando atividades rotineiras. Com a morte encefálica, essas funções não podem ser mais compridas. O diagnóstico é definido por uma equipes de médico especialistas, com base em exames específicos. A morte é legalmente atestada quando não a atividade elétrica ou fluxo sanguíneo no cérebro e há perda definitiva irreversível das funções cerebrais relacionadas à existência consciente.Só então a família pode autorizar a doação. Diversos órgãos e tecidos podem ser doados: coração, córneas, pulmões, rins, fígado, pâncreas, intestino, ossos, pele. Para garantir a isenção do processo, médicos responsáveis pelo diagnóstico de morte encefálica não estão autorizado a integrar equipes que realizam transplante.
Dúvidas como essas podem e devem ser esclarecidas como o medico ou por meio de pesquisas em sites especializados e veículos de informação. O passo definitivo é expressar aos parentes a vontade de se tornar doador. É um gesto consciência e generosidade. A morte sempre traz a dor de uma vida que se perde. A doação permites que outras sejam salvas.
Saibas mais sobre estes e outros assuntos no site www.einstein.br
Doa você também!!!Avise seus pais, família ou amigos queridos.


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