Para os meninos e meninas antenados!
Em entrevista com skatista Pedro Barros, 16 anos de Florianópolis SC
que já encarou a MegaRampa e recentemente foi campeão do X-Games.
JT - Hoje, o skate é profissão ou ainda dá para encarar como diversão?
Pedro Barros – O lado profissão fica para meu pai e meus patrocinadores.Eu
Só me divirto.Será assim quando eu puder.
JT - Em que momento você decidiu levar a coisa de forma mais profissional?
Pedro – Quando percebi que era melhor se skatista do que qualquer coisa,
Ganhar a vida fazendo a brincadeira que eu mais gosto!
JT - É a carreira que você pretende seguir ou será que pode mudar de idéia?EM que outra área você acha que se daria bem?
Pedro – Ta na veia.Sou skatista desde que vim ao mundo.Não acho que isso vai mudar na minha vida.O skate já faz parte dela.
JT - Como é sua rotina de treinamento preparação física, alimentação...?
Pedro – A única coisa que eu faço é fisioterapia, que ajuda melhorar o que acabo detonando andando de skate.É muito impacto. Tenho que colocar as coisa de volta no lugar.Fora isso, só ando de skate com os amigos e pronto.
JT - Ficar em Floripa está nos planos?
Pedro – Sempre! O melhor das viagens é que, quando volto para casa, me sinto feliz.
JT - Em termos de remuneração, dá para tirar uma boa grana com o esporte?
Pedro – Hoje, a industria do skate é de alto nível. Há evento que dá
US$ 100 mil de prêmio.Tony Hawk faz 12 milhões por ano.
JT - Patrocínio nunca foi problema para você o teve uma época de relação?
Pedro – Nunca foi.Meu pai sempre me assessorou, desde do começo.Tudo no seu tempo, sem pressão.
JT - Como é a realidade de quem não tem este apoio?É difícil ser skatista no Brasil?
Pedro – Muito! Temos poucos eventos aqui no país, precisamos todos sair para competir.
JT - Como seus pais encaram o seu envolvimento com o esporte?
Pedro – Meu pai é skatista e meu melhor amigo.Ele cuida de toda a parte ruim da profissão. Contratos, passagens, reservas, alimentação etc.. Ele está sempre comigo.
JT - Como é ser apontado como o sucessor natural do Bob ou Sandro Dias? Não é uma responsabilidade muito grande para um adolescente?
Pedro – Isso é a mídia que faz. Ninguém substitui ninguém. Cada um tem sua historia. Nunca alguém vai ser igual ao Bob ou Sandro.Por isso não me intimida.
JT- A MegaRampa foi seu maior desafio? Este ano, você vai encarar novamente?
Pedro – Sim, a Mega é sempre o maior desafio. Ali, numa queda mal elaborada, você pode morrer! Estarei competindo sempre que puder.
Para quem pensa que esporte radical são só para meninos tão enganado..
Aos 15 anos, o kitesurf entrou, por acaso, na vida de Bruna Kajiya, que é natural de ilha IIhabela (SP). A então surfsta foi apresentada ao esporte por amigos identificação foi imediata. Aquilo que começo como hobby acabou virado coisa séria, depois que ela foi morar em Maui, no Havaí, assim que terminou o ensino médio.Foi durante esta temporada no exterior que ela decidiu se dedicar profissionalmente ao kite.
No inicio, as primeiras competições e viagens foram bancadas pela mãe. Mas, como viver de “mãetrocínio” não daria certo por muito tempo, Bruna foi atrás de patrocínio de verdade. E, segundo ela, a parada é bem menos complicada do se imagina. Sozinha, fuçou no sites das empresas, pegou e-mail, fez contatos, mandou material, marcou reuniões, e conseguiu!
Hoje, a vida atual campeã mundial Freestyle é o kitesurfe, tanto que ela nem consegue imaginar o que fazer quando para de competir. Em função dos campeonatos internacionais, ela mantém duas bases: uma em Ilhabela e outra na Espanha. Entre uma e outra, seu endereço são quartos de hotéis pelo mundo. Treinada há três anos por José Augusto Menegatti, quando está no Brasil, ela não tem folga. Os treinos acontecem sempre duas vezes por dia, de segunda a segunda. Mas, de acordo com o treinador, Bruna não reclama, não.
Pelo contrario. Muita vezes, é ele que tem que frear o entusiasmo da atleta. E se liga só nos conselhos do cara para quem pretende seguir carreira do esporte. O ponto de partida, não tem jeito, é o talento. Sem ele, todo e qualquer esforço não vai passar de perda de tempo. Depois disso, além de determinação, é preciso ter apoio da família e suporte de patrocinadores, ou seja, grana para arcar com as despesas de viagens e competições, para assim então, poder lucrar com tudo isso. E ai vai encarar?


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