segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Camisinha na escolas incentivo ou prevenção?

Pais, educadores e alunos discutem sobre a implantação de maquinas de preservativos em colégios.


O assunto polêmico! Enquanto uns ficam surpresos, não aceitam ou acham que é uma maneira de transferir responsabilidades, outras já aprovam a incentiva do programa Nacional de DST e AIDS de implantar maquinas de camisinhas nas escolas de ensino médio da rede publica. Elaborado há mais de quatro anos, o projeto está dividindo opiniões e tudo indica que até o inicio do ano que vem algumas máquinas devem integrar ambientes escolares no Brasil.
Em recente entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, a doutora em antropologia Micheline de Oliveira, afirma que as pesquisas recentemente indicam que jovens entre 13 e 19 anos têm uma vida sexualmente ativa. “Se eles já possuem uma vida sexual, seria uma atitude dissimulada fechar os olhos para realidade”. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e o Unicef, os adolescentes têm dificuldade de acesso ao preservativo. Com isso, a escola foi escolhida para encurtar a distância.

pensam sobre distribuição Diante do fato, o que os estudantes, pais e educadores de camisinhas nas escolas publicas? Para a diretora do Colégio Sebastião Toledo do Santos, o Colegião, Maria Salete Dal Pont, a escola não é um lugar adequado para camisinha.
“As escolas não são preparadas. Sou a favor de programas eficazes que orientam e conscientizam os jovens, realizados por profissionais capacitados.
Tenho alunos de 17 anos, mas também de 13. Muitos deles são imaturos e vão acabar utilizando a camisinha para fazer brincadeiras ou então banalizar o ato sexual”, revela.

Já a administradora da escola, Rose Ayoub, acredita que esta acontecendo uma transferência de responsabilidades, muitas vezes, provida pela própria questão cultural. “Os pais não tem coragem de falar desses assunto com os filhos e se sentem mais confortáveis quando a escola toma a iniciativa. Porém, o sexo precisa ser tratado com seriedade e os pais têm que estar inseridos neste processo. Os educadores podem auxiliar quando o jovem não possui nenhuma orientação em casa”.

Diante a polêmica, o que pesam os adolescentes? De acordo com a estudante Francis Dóris Fernandes, 16 anos, a implantação da maquina seria positiva. “Apesar de ter a liberdade de conversar com a mãe sobre sexo, acho ação importante porque coloca o jovem mais próximo da camisinha. Só que é fundamental não esquecer as responsabilidades e ter certeza do faz”, observa. Rangel Lopes, 15 anos, também segue a opinião de Fencis.
“Muitos adolecentes não conseguem conversar com os pais e se sentem a vontade para falar de sexo com os amigos”. Contraria aos colegas, Fernanda Carodoso, 14 anos, não esta de acordo com as maquinas. “Eu não sou a favor, é ridículo. O colégio não é lugar apropriado, temos postos de saúde que disponibilizam . Muitos jovens não são responsáveis e se deixam influenciar”, afirma.
Mãe de Três filhos, um deles jovem 15 anos, Rosana Valvassori, não concorda com o programa. “Mesmo que a camisinha seja distribuídas apenas para os jovens do ensino médio, como vamos lidar com outra metade da escola, neste caso as crianças. Estaríamos expondo demais os pequenos, incitando a uma vida sexual precoce”.


Vale ressaltar que apenas os alunos do ensino médio estão inseridos no programa, e que os preservativos só poderão ser retirados através de uma senha. As escolas não são obrigadas a receber a maquina, no entanto os instituições que aderirem ao programa do Ministério da Saúde devem promover campanhas de educação sexual.


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